Reino Unido vai fazer revisão independente após incêndio na Tower Grenfell


Da EFE

O edifício Grenfell Tower, em Londres, pegou fogo durante a madrugada do dia 13 de junhoAndy Rain/EPA/EFE/direitos reservados


O governo britânico anunciou nesta sexta-feira (28) que fará uma revisão independente sobre os regulamentos dos edifícios e da segurança em caso de incêndio, após a tragédia que matou 80 pessoas e destruiu a Tower Grenfell, em Londres, no mês passado. As informações são da agência de notícias EFE.

O Departamento de Comunidades do governo britânico anunciou em junho que o fogo no prédio de 24 andares, onde moravam, aproximadamente, 500 pessoas, levantou questionamento "graves" sobre os mecanismos de segurança existentes em caso de incêndios, sobre o uso de revestimentos inflamáveis em edifícios residenciais.

A revisão será coordenada pela engenheira e funcionária do governo Judith Hackitt, que informará o que descobrir ao secretário do Departamento de Comunidades, Sajid Javid, e à ministra de Interior britânica, Amber Rudd.

"Está claro que temos que revisar os regulamentos que existem nos edifícios e a segurança em caso de incêndios com urgência", afirmou Javid.

Segundo o político, a revisão independente garantirá que "as melhorias necessárias possam ser feitas com rapidez".

"O governo está decidido a provar que aprendemos com o incêndio na Tower Grenfell e garantir que isso não vai voltar a acontecer", disse o secretário.

O anúncio foi feito depois de ter sido divulgado que 82 edifícios residenciais do país não passaram no novo teste de segurança.

O incêndio, de enormes proporções, aconteceu no oeste da capital britânica e começou por causa do curto-circuito em uma geladeira, de acordo com a Polícia. O fogo se espalhou rapidamente, o que dificultou a evacuação dos moradores.

Os especialistas assinalaram depois que as chamas se estenderam com facilidade porque o revestimento tinha material inflamável, o que obrigou as autoridades a revisar as condições de outros edifícios.

Homicídio corporativo

Ontem (27), a Scotland Yard informou que os agentes que investigam o caso encontraram "indícios razoáveis" para apresentar acusações por "homicídio corporativo".

O porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres (Met) indicou que as câmaras municipais de Kensington e Chelsea, bairro onde se localiza o edifício, e a organização que gerenciava as moradias sociais na Greenfell Tower foram informadas de que existe base jurídica para acusá-las pelo incidente.

A possível acusação foi revelada pela imprensa através de uma carta enviada pela Met aos sobreviventes da Grenfell Tower.

De acordo com a imprensa local, a carta cita que os agentes da Met solicitaram uma "enorme quantidade de material e colheram um grande número de testemunhos" sobre o caso.

"Após uma valoração inicial dessa informação, o encarregado da investigação notificou hoje as câmaras municipais de Kensington e Chelsea, além da Organização de Gestão de Arrendamentos de Chelsea, que cada uma delas poderia ter cometido o crime de homicídio corporativo, com base em legislação de 2007", diz o documento






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